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USURPARE

Operação afasta servidores do Incra em Cáceres e bloqueia R$ 15 mi de ex-prefeito

Ex-prefeito de Confresa adquiriu, de forma ilegal, áreas destinadas a reforma agrária


Por Redação Popularonline com Folhamax

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (30), com apoio da Controladoria Geral da União (CGU), a Operação Usurpare que visa desarticular um esquema criminoso de fraudes na aquisição de imóveis rurais da União destinados à reforma agrária e de fraudes na aquisição de imóveis urbanos no Município de Confresa destinados à regularização fundiária urbana.
 

Foram cumpridos  oito mandados de busca e apreensão, seis medidas judiciais de sequestro de bens e duas ordens judiciais de afastamento de cargos públicos nas cidades de  Cuiabá/MT, Confresa/MT e Cáceres/MT. Mais de trinta policiais federais além de auditores da CGU participaram da ação.
 

Em Cuiabá, são cumpridos mandados na sede do Incra e num escritório de advocacia que atua em casos da reforma agrária.
 

As investigações tiveram início no ano 2021, com a análise do material que foi apreendido na “Operação Tapiraguaia”.
 

Descobriu-se fortuitamente que determinado agente político da região de Confresa/MT teria adquirido do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), no ano de 2018, um imóvel destinado à reforma agrária pelo montante de R$ 24.527,36 (vinte e quatro mil, quinhentos e vinte e sete reais e trinta e seis centavos), parcelado em 17 vezes sem juros. 
 

Após dois meses, esse mesmo político teria vendido o mesmo imóvel a uma imobiliária pelo valor de R$ 8.431.280,00. 
 

Nesse contexto, chamou bastante atenção o lucro astronômico de aproximadamente 35.000%.
 

Suspeita-se que mais de 200 (duzentos) lotes que foram doados pela União ao Município de Confresa/MT, para fins de regularização fundiária urbana, a maioria destinada a pessoas de baixa renda, tenham sido alienados pelo preço de 5% (cinco por cento) do valor venal, pelo mesmo político da região, diretamente a uma empresa de titularidade da sua companheira e aos seus familiares. 
 

Estima-se que o prejuízo causado em razão das supostas fraudes supere o montante de R$ 15 milhões.
 

Dois servidores do INCRA são suspeitos de terem colaborado com a operacionalização do ilícito.
 

O Inquérito Policial deve ser concluído no prazo de 30 dias. 
 

Se condenados, os investigados poderão ser sentenciados à pena de prisão de até 32 anos, consideradas as penas máximas dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. 
 

A palavra em latim Usurpare remete à ideia de se apossar de algo sem ter direito.


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